Guia de Florença








Em 1447, Andrea del Castagno afrescou juntamente com uma crucificação, uma deposição e uma ressureição a última ceia na parede de fundo do refeitório do convento de Sant'Apollonia. O cenáculo de Sant'Apollonia é de grande importância para a história da arte fiorentina, pois trata-se do primeiro cenáculo renascentista, onde podemos admirar a representação do espaço em perspectiva.


A figura de Judas è isolada e se encontra do outro lado da mesa, mas diferentemente da iconografia, ele se se encontra ao lado esquerdo de Jesus. 


Interessante como Andrea del Castagno desenhou o fundo da obra: quando a gente olha de pertinho, chegamos a duvidar se realmente é pintado ou se trata de mármore de verdade.

Uma curiosidade: esse cenáculo era totalmente desconhecido até o ano de 1808, justamente porque ele fazia parte de um convento de clausura, ninguém tinha acesso ao refeitório, somente os religiosos.

Horário: Segunda a Domingo das 8:15 ás 13:50 horas
Entrada Livre 
Fechado: 2a e 4a segunda-feira de cada mês; 1o., 3o. e 5o. domingo de cada mês; Ano novo, natal e 1o. de maio.


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Pietro Perugino, maestro de Raffaelo, afrescou entre os anos de 1480-1485 o refeitório das freiras franciscanas do Convento de Santo Onofrio em Florença.

A cena é calma e serena e ao fundo a gente observa grandes pilastros que nos conduzem a uma paesagem natural, típica da arte de Perugino onde podemos observar a representação de uma cena importante da paixão de Cristo: a oração no campo das oliveiras.

Na moldura do afresco, feita de falsa pedra, encontramos diversos medalhões com santos fraciscanos - ao centro vemos São Francisco.

Na cena principal ao centro, podemos observar Jesus e à sua esquerda, o apóstolo predileto São João. Isolado do outro lado da mesa, se encontra Judas, o qual podemos reconhecer através do saco de moedas, símbolo da sua traição.

Horário: Terça-feira, quinta-feira e sábados das 09:00 ás 12:00 horas.
Entrada livre
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O Palazzo Vecchio em Florença é um edifício complexo, construído em 1299 e durante séculos foi objeto de diversas ampliações. O Palazzo Vecchio sempre manteve a sua função original de sede politíca e administrativa e acima de tudo, o símbolo da cidade.

Hoje, o Palazzo representa um dos museus mais importantes de Florença e infelizmente nem todo mundo sabe disso. Muitos turistas e até fiorentinos, pensam que o edifício é somente sede administrativa da cidade e nunca fizeram uma visita ao museu, local onde encontramos obras primas de Vasari, de Michelangelo, Bronzino, Ghirlandaio, Donatello, entre outros.

O Palazzo Vecchio não é só um museu, é um lugar que pelo seu significado simbólico continua sendo utilizado e vivido na arquitetura, na pintura, nas obras que ali se encontram que se confundem com a história de Florença.

Construído no final do século XIII para hospedar o Governo da Cidade, o Palazzo foi transformado em Palazzo Ducale em meados de 1500 e mais tarde foi chamado de "Vecchio" (velho) após o transferimento da familia Medici para o Palazzo Pitti.


Na época dos Lorenas, o Palazzo è a sede da Magistratura e depois da unificaç da Italia no final do século XIX o Palazzo se transformou na sede do Parlamento Italiano. Somente no ano de 1872, o Palazzo se tornou a sede administrativa da cidade.


 
A visita no Museu do Palazzo Vecchio é composta de ambientes enormes ou muito pequenos: o Quartieri de Leone X, Quartieri degli Elementi, Quartieri di Eleonora, Salone dei Cinquecento, Sala dell' Udienza, Sala dei Gigli, Sala delle carte geografiche, caracterizados pela riqueza material e histórica. O percurso consente de refazer as etapas principais da história de Florença, através dos traços que foram deixados na estrutura arquitetônica e na decoração do Palazzo.

Informações gerais:

Custo do Bilhete de entrada: 
6,50 euros - Visita ao Museu
10 euros  - Museu + Torre de Arnolfo

Horário: 
– 9,00 /19,00: Segunda, Terça, quarta, sexta, sábado e domingo
– 9,00 /14,00:  Quinta-feira, 6 de Janeiro, segunda-feira de Páscoa, 25 de Abril, 2 de Junho, 24 de Junho, 1° de novembro, 8 de dezembro, 26 de dezembro
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A Galeria Palatina e os Apartamentos Reais ocupam todo o andar nobre do Palácio Pitti, que já foi a residência dos Grão-Duques da Toscana, primeiramente a família Medici e depois os Lorenas e sucessivamente dos Reis da Itália (1860 a 1919).

A Galeria Palatina, situada na ala esquerda do Palácio foi criada pelos Lorenas  entre o final do século XVIII e início do século XIV para acolher nas salas de representações as obras de artes principalmente aquelas que pertenciam a coleção da família Medici, que eram até aquele momento distribuídas em diversos ambientes. 

Trata-se de uma coleção extraordinária que compreende obras de Raffaello, Tiziano, Caravaggio, Rubens, Pietro da Cortona e outros maestros italianos e europeus dos anos de 1500 e 1600.

Os quadros, com suntuosas molduras, cobrem todas as paredes das salas, de acordo com a tradição do século XVII. As pinturas, juntamente com as ricas decorações de estuques e afrescos, presente nas salas confere a Galeria um fascínio especial.

Os apartamentos Reais, residência dos Reis da Itália quando Florença foi a capital do país no final do Século XIX, ocupam as 14 magnifícas salas na ala direita do Palácio e são decoradas com móveis e obras de arte datas dos anos de  1500 a 1800.

Informações Gerais:

Preço bilhete: 8,50 euros
Em ocasião de mostras temporárias: 13 euros
Horário: de Terça-feira a domingo das 8,15-18,50
Fechado: Segunda-feira, Natal, 1o. de maio e 1o. de janeiro
No mês de janeiro, os apartamentos reais são fechados.







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A pequena cidade de Certaldo é divida em duas parte: a parte alta, fortificada por  muros medievais chamada Certaldo Alto e a parte moderna, situada em um vale.

Certaldo é a cidade natal de Giovanni Boccaccio, famoso escritor medieval e autor do livro Decamerone, (em português Decamerão), e mantém ainda hoje na sua parte antiga uma atmosfera de burgo medieval com o Palazzo Pretorio, o convento, a Igreja, as torres e as fortificações. A cor característica è o vermelho - cor dos tijolos dos edifícios e das estradas.

O edifício mais notável de Certaldo é o Palazzo Pretorio,  sede do Vicariato, situado no ponto mais alto da colina de Certaldo. O Palazzo Pretorio foi construído no século XII e era a residência dos governadores florentinos. 

Na fachada do Palazzo Pretorio são visíveis ainda hoje diversos brasões feitos em mármore, pedras e cerâmicas do governadores que ali viveram. 

No Centro Histórico de Certaldo encontramos algumas torres interessantes, entre elas uma torre na qual viveu Boccacio, um dos maiores poetas da literatura medieval italiana.






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O museu ocupa uma grande área do mosteiro domenicano de São Marcos e conserva ainda a sua atmosfera quase que intacta. Fundado no ano de 1436 e realizado de acordo com o projeto do arquiteto preferido de Cosimo Il Vecchio, Michelozzo, o mosteiro teve um papel importante na vida religiosa e cultural da cidade de Florença. 

A fama do mosteiro é devida principalmente as obras de Beato Angélico, um dos maiores pintores do Renascimento florentino, o qual afrescou diversos ambientes do mosteiro.  Persogens importantes viveram no mosteiro, entre eles Santo Antonino e Girolamo Savonarola.

Outras pinturas de Fra Angelico, de diversas fontes, foram recolhidas no século XX, de modo que o museu oferece atualmente uma documentação original do pintor.
 
Igualmente importantes são as coleções do século XVI, com obras de Fra Bartolomeo, e uma seção dedicada aos artefatos dos edifícios demolidos no centro da cidade de Florença no século XIX.

Imperdível: O cenáculo de Ghirlandaio 

Horários e tarifas:

De segunda a sexta-feira: das  8:15 ás 13:50 h
Sábado, domingos e feriados: das 8:15 ás 16:50 h

O museu è fechado no primeiro, terceiro e quinto domingo de cada mês e na segunda e quarta segunda-feira de cada mês; Natal, Ano novo e 1o. de maio.

Preço bilhete de entrada: 4 euros






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A origem e a história da Basilica.

A origem da Igreja coincide com a origem do cristianismo em Florença. Inicialmente existia uma pequena Igreja (a qual não existe mais nenhum vestígio) que foi construída graças as doações de uma gentil Senhora de origem judaica. A pequena igreja de San Lorenzo juntamente com a Igreja de Santa Felicità, ambas construídas fora dos muros da cidade, foram as primeiras igrejas católicas construídas na cidade de Florença.

Dedicada a São Lorenzo, santo que foi cruelmente assassinado, queimado sobre brasas ardentes, como se fosse um verdadeiro churrasco, no dia 10 de agosto de 258 durante as perseguições do imperador Valeriano. A pequena igreja foi consagrada pelo Bispo de Milão Ambrogio no ano de 393 quando Florença era ainda chamada de Florentia e os seus habitantes falavam a língua latina e somente uma pequena parte da população era católica.

No ano de 1059 a igreja foi completamente reestruturada e consagrada pela segunda vez pelo Bispo Gherardo di Bologna, o futuro Papa Niccolò II. Desta segunda São Lorenzo, podemos ter uma idéia muito clara observando o “Codici Rustici” que è um precioso documento escrito por Marco di Bartolomeo Rustici no ano de 1425 e que nos mostra como era o centro antico de Florença.

A Basília de San Lorenzo era a Igreja preferida da Familia Medici, os Senhores de Florença que governaram a cidade por mais de 3 séculos.

No interior da Basíca encontramos diversas obras de artes de Donatello, Verrocchio, Bronzino, Rosso Fiorentino, entre outros, além da arquitetura de Brunelleschi, considerado o pai da arquitetura renascentista.
A Basílica de San Lorenzo, juntamente com a Capela Medicea é o "Panteão" dos Medici - ao seu interno encontraremos as tumbas de quase todos os membros da famosa familia fiorentina.

As Capelas Mediceas:

As Capelas Mediceas,em  origem fazia parte do complexo da Basílica de São Lorenzo, ou seja o acesso à Capela Medici era feito através da Basílica. Em 1913, devido ao grande número de visitas, foi construída uma entrada independente, e é claro, com o pagamento de bilhete diverso, já que a Basílica é propriedade da Igreja e a Capela, um museu estatal.

A primeira coisa que devemos saber é que entraremos em um memorial destinado a hospedar os restos mortais da família que reinou em Florença por mais de três séculos.

As Capelas Mediceas são constituídas da Capela dos Príncipes, a Sacristia Nova e a Cripta.

A Capela dos Príncipes, segundo alguns historiadores foi idealizada pelo Granduque Cosimo I, mas com certeza as obras só começaram com Ferdinando I, filho de Cosimo I, entre os anos de 1605 e 1640 e o arquiteto responsável foi Matteo Nigetti que se inspirou no progeto realizado por Giovanni de'Medici, filho ilegitimo di Cosimo I.
A visita se inicia entrando na espaçosa cripta que foi construída em 1508 de acordo com o projeto do arquiteto Buontalenti. É nessa grande cripta que se encontra os restos mortais de muitos membros da família Medici e da família Lorena, que com a extinção da família Medici, foram os sucessores ao trono da Toscana.
Através de uma escada a direita, se acessa a famosa Cappella dei Principi que é um ambiente grande, ricamente decorado pelo Opificio delle Pietra dure e que hospeda os monumentos daqueles que foram os Príncipes de Florença, ou seja, os "Granduchi di Toscana".

A Sacristia Nova, assim chamada para diferenciá-la da Sacristia Vecchia (Velha) feita pelo arquiteto Brunelleschi (o mesmo que contruíu a famosa cupola da catedral de Florença), foi desenhada e projetada por Michelangelo Buonarrotti. Foi o Cardinal Giulio de'Medici (futuro Papa Clemente VII) e o seu primo Papa Leão X (Giovanni de'Medici, filho de Lorenzo O Magnífico), quem ordenou a construção da Sacristia Nuova a Michelangelo, que ali trabalhou por 14 anos (1521-1534), como arquiteto e como escultor.

A Cripta



Guia de Florença
A Capela dos Principes

A Sacristia Nova de Michelangelo



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